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09/11/2004 22:25
No Domingo, comecei a ler o livro que o Moraes me emprestou Mate-me Por Favor. É uma compilação de entrevistas de caras que fizeram história naquilo que eu considero como o período mais fértil da música pop, com foco mirado para o punk: Final da década de 60 até meados dos anos 80, ou seja: do fim do hippie, passando pelo Glam rock, atingindo o orgasmo no punk de proporções continentais, até a maravilhosa ressaca da new wave.
É um livro que não deixa de ser um tipo de marketing para ajudar a reputação da égide dogmática do punk: quanto pior melhor, sem contar arrogâncias do tipo: os caras eram tão geniais e revolucionários que nem precisavam saber tocar, mas o livro não deixa de ser engraçado. Muito engraçado...
Obs: estou na página 76. tem mais de 350 páginas ainda. Caralho...
Abaixo estão alguns trechos que achei interessantes:
As pessoas faziam coisas estranhas quando tomavam speed. Teve uma cara que apareceu no Maxs Kansas City (Barzinho podreira do chamado Meio Oeste Americano ou Caipirolândia) com o braço numa tipóia.
Todo mundo perguntou: O que aconteceu com você?
Ele disse: Oh, tomei um pico de speed e não parei de pentear o meu cabelo durante três dias
Susan Pile: Ex-assistente de Gerard Malanga e Andy Warhol na Factory. Baby sitter de Ari Delon. Atual vice-presidente de publicidade mundial da MGM/UA Pictures.
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Eu tomava LSD no escritório mesmo. Me sentava por lá e ficava lambendo ácido. Minhas mãos ficavam cor de laranja.
Danny Fields: Ex doidão da firma Elektra Records. Ex-empresário dos Stooges e dos Ramones.
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Jim Morrison era um bundão insensível, um corrupto, uma pessoa ordinária. Levei Morrison ao Maxs, e ele foi um monstro.
A poesia dele era um saco. Ele rebaixou o rock&roll enquato literatura. Papo furado superficial de merda.
Patti Smith era uma poeta. Acho que ela elevou o rock & roll como literatura. Bob Dylan também. Morrison não fazia poesia. Era lixo disfarçado de poesia moderninha e alternativa. Era rock& roll bom pra garotos de treze anos. Ou de onze anos.
Danny Fields
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Essa última me fez lembrar uma história:
Diálogo de dois amigos em um ponto de ônibus no final de 1996 em algum lugar do continente Sul Americano:
Issao: Olha Moraes, me desculpe, Mas o Jim Morrison... era um Moleque chato pra caralho!!!!!!
Moraes: Puta merda, pode crê!!!! HaHaHaHaHaHaHaHa!!!!!!
Para a molecada, nessa época, Jim Morrrison era Jesus e a grande revolução de quebra de barreiras entre os últimos resquíceos da infância e a Puberdade, equivalente a descoberta táctil e visual das áreas molhadas das meninas. Para as meninas era a descoberta volumétrica e espacial do tal corpo cavernoso.
Porra, essa época era o maior legal...
enviada por odapoltrona
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